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A economia colaborativa e o impacto nas profissões no futuro

  • 5 de ago. de 2019
  • 2 min de leitura

A economia colaborativa ou economia da confiança é caracterizada, principalmente, pelo compartilhamento de produtos e serviços. Surgida já nos anos 2000, esse modelo de relacionamento já existia antes mesmo da internet, alguns exemplos já foram testados, principalmente nos EUA, mas foi mesmo a partir da adoção da tecnologia móvel, principalmente com o surgimento dos aplicativos, que o modelo colaborativo ganhou escala e conquistou vários segmentos de mercado no mundo, como por exemplo o UBER no segmento de transportes e o AIRBNB no de hotelaria. São empresas que valem milhões de dólares, relativamente novas, se comparadas com outras grandes empresas dos setores e que vivem basicamente do modelo colaborativo. Outro aspecto relevante que surgiu com esse modelo foi a possibilidade de pessoas fazerem negócios com outras pessoas diretamente e não com uma empresa, dessa forma estamos vivendo a volta da confiança nas relações de negócios. É claro que os aplicativos acabam sendo intermediários importantes para garantia da qualidade nos serviços, mas no modelo colaborativo, as pessoas que utilizam os produtos e serviços é que atestam sua qualidade, dando notas e recomendações e isso gera a confiança necessária para que outras pessoas possam adquirir os mesmos serviços.



Os principais fatores que influenciaram para o surgimento do modelo colaborativo foram: questões econômicas, especificamente a crise financeira mundial de 2008; questões de sustentabilidade, onde não há mais lugar para negócios que se utilizam de recursos já escassos no planeta; e principalmente, questões tecnológicas, com a chegada da internet móvel, smartphones e a melhoria da velocidade e estabilidade das redes.

As principais características desse modelo são: network (relacionamento), acessos (ilimitado a quase tudo), distribuição do trabalho, colaboração e compartilhamento. Já existem modelos em vários segmentos de mercado como compartilhamento de carros, bicicletas, patinetes e até roupas. Tudo isso significa uma ruptura total com o modelo tradicional e trouxe novas perspectivas na relação de trabalho, impactando algumas profissões no mercado.


Por conta da adoção das tecnologias no mercado, existem várias teorias sobre as profissões que farão parte da nossa vida profissional no futuro, uma delas, a do professor Joel Mokyr, afirma que passaremos de um modelo de profissionais especialistas para o modelo de profissionais generalistas, onde é preciso saber sobre mais coisas e principalmente, saber reaprender o tempo todo, pois com as mudanças aceleradas que vivemos o conhecimento deverá ser reciclado cada vez mais rápido e não adiantará investir tempo para se especializar em algo que será mudado em breve. É um pensamento que vai de encontro ao que vivemos atualmente e se isso realmente for verdade toda a estrutura de ensino que existe hoje terá que ser adaptada. Se pensarmos nas mudanças que já estamos vivendo hoje, não é nenhum absurdo que isso possa acontecer. Já temos exemplos de profissões que estão em decadência por conta da tecnologia e da inteligência artificial, como contadores e advogados, alguns especialistas dizem que elas estão com os dias contados.


Os bancos são os maiores exemplos da atualidade, onde as agências físicas estão sendo fechadas e os serviços são oferecidos diretamente aos clientes através dos aplicativos, não é mais preciso ir ao banco, tudo se resolve em poucos minutos no celular. Cada dia mais é necessário se reinventar e as empresas e profissionais que não estiverem atentos a essas mudanças terão pouco ou nenhum espaço num futuro próximo.

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